Arquivo de Discuss - Korela Sports https://news.korelasports.com/tag/discuss/ News Wed, 12 Aug 2026 17:18:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://news.korelasports.com/wp-content/uploads/2024/09/cropped-icone-1-32x32.png Arquivo de Discuss - Korela Sports https://news.korelasports.com/tag/discuss/ 32 32 WNBA transforma expansão em negócio bilionário e Cleveland atrai capital institucional antes mesmo da estreia https://news.korelasports.com/wnba-transforma-expansao-em-negocio-bilionario-e-cleveland-atrai-capital-institucional-antes-mesmo-da-estreia/ https://news.korelasports.com/wnba-transforma-expansao-em-negocio-bilionario-e-cleveland-atrai-capital-institucional-antes-mesmo-da-estreia/#respond Thu, 30 May 2024 17:38:18 +0000 http://byteflows.net/wp/empath/the-rise-of-quantum-computing-what-you-need-to-kn-copy/ Franquia que começará a jogar em 2028 integra expansão que cobra taxa recorde de US$ 250 milhões por equipe e já atrai a Monarch Collective, primeiro fundo de private equity autorizado a investir diretamente em times da WNBA. Cleveland ainda terá de esperar até 2028 para assistir à estreia de sua nova franquia da WNBA. […]

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Franquia que começará a jogar em 2028 integra expansão que cobra taxa recorde de US$ 250 milhões por equipe e já atrai a Monarch Collective, primeiro fundo de private equity autorizado a investir diretamente em times da WNBA.

Cleveland ainda terá de esperar até 2028 para assistir à estreia de sua nova franquia da WNBA.

O dinheiro, porém, já começou a entrar.

Em março de 2026, o Rock Entertainment Group, liderado pelo empresário Dan Gilbert, adicionou novos investidores minoritários ao grupo proprietário da futura equipe. O principal nome é a Monarch Collective, gestora especializada exclusivamente em investimentos no esporte feminino.

A entrada possui significado que ultrapassa Cleveland.

A Monarch tornou se o primeiro fundo de private equity aprovado para investir diretamente em franquias da WNBA.

Ao mesmo tempo, Cleveland faz parte de uma expansão na qual a liga estabeleceu uma taxa recorde de US$ 250 milhões para cada uma das novas equipes.

Cleveland estreia em 2028.

Detroit chega em 2029.

Philadelphia entra em 2030.

Quando o processo estiver concluído, a WNBA terá 18 franquias.

A liga que durante décadas precisou convencer o mercado sobre o potencial econômico do basquete feminino agora enfrenta uma situação completamente diferente.

Investidores estão disputando o direito de entrar.

US$ 250 milhões para fazer parte da liga

O número que melhor representa essa transformação é a taxa de expansão.

Cleveland, Detroit e Philadelphia possuem uma taxa de entrada de US$ 250 milhões cada.

Somadas, as três operações representam US$ 750 milhões apenas em expansion fees.

Mas é importante fazer uma distinção.

Isso não significa que a franquia de Cleveland esteja avaliada exatamente em US$ 250 milhões.

O valor representa a taxa cobrada para ingressar na WNBA.

Investimentos em arena, centro de treinamento, estrutura administrativa, marketing e operação podem elevar significativamente o capital necessário para colocar uma equipe em funcionamento.

O verdadeiro custo de entrada é maior.

E mesmo assim existem investidores interessados.

Cleveland foi escolhida por uma estrutura pronta

A WNBA não analisou apenas o tamanho do cheque.

Segundo a própria liga, os mercados escolhidos foram avaliados considerando viabilidade econômica, capacidade dos grupos proprietários, potencial de torcida, apoio corporativo, mídia, infraestrutura e compromisso com o desenvolvimento do esporte.

Cleveland possui várias dessas características.

A equipe será operada pelo Rock Entertainment Group, estrutura que também controla o Cleveland Cavaliers da NBA.

Isso permite aproveitar conhecimento já existente.

Operação de arena.

Venda de ingressos.

Patrocínios.

Hospitalidade.

Marketing.

Dados.

Relacionamento corporativo.

Conteúdo.

Tecnologia.

A franquia feminina não precisa construir toda sua infraestrutura empresarial do zero.

Monarch entra como investidora estratégica

É justamente nesse ambiente que a Monarch Collective decidiu investir.

Fundada por Kara Nortman e Jasmine Robinson, a gestora foi criada especificamente para direcionar capital ao esporte feminino.

Seu primeiro fundo fechou em US$ 250 milhões.

A empresa já construiu exposição a propriedades como Angel City FC, San Diego Wave e outros ativos ligados ao futebol feminino.

Agora entra no basquete.

Os detalhes financeiros da participação em Cleveland não foram divulgados.

Nem o percentual adquirido nem o valor pago foram tornados públicos.

Por isso, não é possível utilizar a transação para estabelecer um valuation preciso da futura franquia.

O que é possível afirmar é mais relevante.

Capital institucional especializado acredita que existe valorização a ser capturada.

Private equity muda de papel no esporte feminino

Durante muito tempo, investimentos no esporte feminino eram frequentemente apresentados dentro de uma narrativa de apoio.

Desenvolver a modalidade.

Criar oportunidades.

Aumentar representatividade.

Esses elementos continuam importantes.

Mas private equity opera com outra obrigação.

Retorno.

Um fundo precisa investir capital esperando que o ativo gere valorização ou fluxo econômico suficiente para remunerar seus investidores.

A entrada da Monarch muda, portanto, a natureza da conversa.

Ela representa uma aposta financeira.

A tese é que equipes, ligas e propriedades esportivas femininas poderão valer significativamente mais no futuro.

A própria Monarch chegou a US$ 250 milhões

Existe uma coincidência interessante nos números.

O primeiro fundo da Monarch também possui US$ 250 milhões.

A gestora inicialmente pretendia levantar menos, mas ampliou a captação diante da demanda dos próprios investidores.

O movimento revela outro nível dessa transformação.

Não são apenas executivos esportivos interessados no crescimento do esporte feminino.

Investidores institucionais estão entregando dinheiro a gestores especializados para encontrar oportunidades nesse mercado.

Isso cria uma nova cadeia de capital.

Investidores colocam recursos no fundo.

O fundo identifica propriedades.

As propriedades recebem capital.

O capital financia crescimento.

Se o ativo valorizar, o retorno volta para os investidores.

É a infraestrutura tradicional do mercado financeiro chegando ao esporte feminino.

A equipe já vende antes de existir

Outro dado ajuda a dimensionar a demanda em Cleveland.

A futura franquia já acumulou aproximadamente 8.500 depósitos iniciais para memberships, segundo informações divulgadas pela direção da equipe em março.

Isso acontece cerca de dois anos antes da primeira temporada.

O número funciona como indicador de interesse.

Para uma organização que ainda não possui elenco, nome definitivo ou sequer uma partida disputada, construir uma base comercial antecipadamente reduz incerteza.

Existe público.

Existe intenção de compra.

E existe tempo para transformar esse interesse em relacionamento.

KeyBank chegou dois anos antes da estreia

Os patrocinadores também começaram a ocupar espaço.

Em julho de 2026, o KeyBank foi anunciado como founding partner da futura franquia.

Novamente, a equipe ainda está a aproximadamente dois anos de entrar em quadra.

Esse detalhe é importante.

Marcas normalmente buscam propriedades que já oferecem audiência.

Cleveland começa a comercializar uma audiência futura.

Empresas estão comprando posição antecipadamente dentro do ativo.

Se a franquia crescer, esses primeiros parceiros poderão ter construído associação com a equipe desde sua origem.

Para a organização, isso antecipa receita e reduz risco comercial.

A WNBA está ficando maior rapidamente

Cleveland faz parte de uma transformação estrutural da liga.

Golden State Valkyries estreou em 2025.

Toronto Tempo e Portland Fire entraram em 2026.

Cleveland chega em 2028.

Detroit em 2029.

Philadelphia em 2030.

Ao final desse processo, a WNBA terá passado por uma das maiores expansões de sua história.

Mais equipes significam mais do que novas cidades.

Significam mais jogos.

Mais atletas.

Mais patrocinadores.

Mais inventário de mídia.

Mais produtos.

Mais mercados locais.

Mais conteúdo.

Cada franquia funciona como uma nova empresa dentro do ecossistema.

Mais jogos significam mais produto

A própria WNBA já anunciou outra expansão importante.

A partir de 2027, a temporada regular aumentará de 44 para 50 partidas por equipe.

A justificativa oficial é acompanhar o crescimento da demanda pela competição.

Do ponto de vista comercial, o impacto é evidente.

Mais jogos significam mais conteúdo disponível para televisão e streaming.

Mais datas para vender ingressos.

Mais inventário para patrocinadores.

Mais oportunidades de hospitalidade.

Mais exposição para atletas.

A liga está aumentando simultaneamente o número de franquias e a quantidade de produto oferecido por cada uma delas.

O novo acordo trabalhista acompanha a economia

Essa expansão ocorre ao mesmo tempo em que a estrutura financeira das jogadoras mudou profundamente.

O novo acordo coletivo da WNBA, válido de 2026 a 2032, criou um sistema amplo de compartilhamento de receitas.

Segundo a liga e a associação de jogadoras, mais de US$ 1 bilhão deverá ser destinado a salários e benefícios durante os sete anos do acordo.

O salary cap saltou de US$ 1,5 milhão em 2025 para US$ 7 milhões em 2026.

O salário máximo passou para US$ 1,4 milhão no primeiro ano do novo acordo.

A remuneração média projetada para 2026 supera US$ 583 mil.

Esses números mostram que a valorização não está acontecendo apenas no nível societário.

Parte da nova economia começa a chegar às atletas.

Investidores compram exposição ao crescimento

A tese por trás de Cleveland pode ser resumida em uma pergunta.

Quanto valerá uma franquia da WNBA daqui a dez anos?

Ninguém sabe.

É justamente essa incerteza que cria a oportunidade.

Se audiência continuar crescendo, direitos de mídia aumentarem, arenas receberem mais público e patrocinadores ampliarem investimentos, o valor das equipes poderá avançar significativamente.

Nesse cenário, entrar em 2026 pode ser muito diferente de tentar comprar uma participação em 2036.

É a lógica clássica do investimento em ativos de crescimento.

Aceitar risco hoje para capturar valorização amanhã.

A escassez começa a trabalhar a favor da WNBA

Existe também um componente estrutural.

Mesmo depois da expansão, existirão apenas 18 franquias.

Isso significa que o número de oportunidades para possuir participação em uma equipe continuará extremamente limitado.

Capital disponível pode crescer muito mais rapidamente do que o número de ativos.

Quando muitos investidores disputam poucos ativos, preços tendem a subir.

É uma dinâmica conhecida nas grandes ligas masculinas.

NFL, NBA, MLB e grandes clubes europeus foram beneficiados durante décadas pela escassez de propriedades disponíveis.

A WNBA começa a desenvolver a mesma característica.

Esporte feminino passa de patrocínio para ownership

Essa talvez seja a mudança mais importante.

O mercado esportivo feminino passou anos perguntando quais marcas estariam dispostas a patrociná lo.

Agora surge uma pergunta diferente.

Quem quer possuir uma parte dele?

A diferença é enorme.

Um patrocinador compra exposição durante determinado período.

Um proprietário compra participação no futuro econômico do ativo.

A Monarch não está pagando para colocar seu logotipo na quadra.

Está colocando capital dentro da estrutura proprietária.

Isso significa que acredita no crescimento patrimonial da franquia.

Cleveland funciona como laboratório

A futura equipe terá uma vantagem interessante.

Ela possui dois anos para construir antes da estreia.

Nesse período, pode desenvolver marca, patrocinadores, comunidade, produtos, relacionamento com torcedores e infraestrutura.

Quando entrar em quadra em 2028, parte do negócio já estará operando.

Essa construção antecipada é cada vez mais comum em propriedades esportivas modernas.

A estreia deixa de ser o começo da empresa.

Passa a ser o lançamento público de uma empresa que já vem sendo construída durante anos.

O ativo começa a valorizar antes da primeira partida

Essa talvez seja a melhor síntese do momento da WNBA.

Cleveland ainda não possui uma vitória.

Não possui derrota.

Não disputou um Draft.

Não vendeu ingresso para uma partida oficial.

Mesmo assim, já possui investidores institucionais.

Já possui patrocinador fundador.

Já possui milhares de depósitos de potenciais compradores de memberships.

E sua entrada faz parte de uma expansão com taxa recorde de US$ 250 milhões.

O esporte feminino começa a mostrar uma característica comum aos mercados de ativos mais sofisticados.

O valor não depende apenas daquilo que existe hoje.

Depende daquilo que investidores acreditam que existirá amanhã.

A Monarch Collective decidiu entrar antes de Cleveland colocar uma equipe em quadra.

E esse talvez seja um dos sinais mais claros da transformação econômica da WNBA.

A nova disputa da liga não acontece apenas pela bola.

Acontece pela propriedade dos ativos que podem definir o futuro do basquete feminino.

 

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HYROX reúne 12 mil atletas no Japão e transforma fitness racing em plataforma global de negócios https://news.korelasports.com/hyrox-reune-12-mil-atletas-no-japao-e-transforma-fitness-racing-em-plataforma-global-de-negocios/ https://news.korelasports.com/hyrox-reune-12-mil-atletas-no-japao-e-transforma-fitness-racing-em-plataforma-global-de-negocios/#respond Thu, 30 May 2024 16:45:10 +0000 http://byteflows.net/wp/empath/big-data-and-analytics-driving-business-intelligence-and-strateg-copy/ Evento de quatro dias em Chiba cresce 48% em relação à edição anterior de Osaka e mostra como a modalidade conecta competição, turismo, grandes marcas, academias e uma nova geração de consumidores de performance. Durante quatro dias, um centro de convenções nos arredores de Tóquio se transformou em uma das maiores arenas de fitness racing […]

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Evento de quatro dias em Chiba cresce 48% em relação à edição anterior de Osaka e mostra como a modalidade conecta competição, turismo, grandes marcas, academias e uma nova geração de consumidores de performance.

Durante quatro dias, um centro de convenções nos arredores de Tóquio se transformou em uma das maiores arenas de fitness racing da Ásia.

O AirAsia HYROX Chiba foi realizado entre 6 e 9 de agosto, no Makuhari Messe, no Japão, com expectativa de aproximadamente 12 mil participantes.

Foi o maior evento da história do HYROX no país e a primeira edição japonesa realizada durante quatro dias consecutivos.

O número ganha dimensão quando comparado à etapa anterior.

O AirAsia HYROX Osaka, realizado em janeiro, reuniu 8.087 atletas.

Chiba representou, portanto, um crescimento projetado de aproximadamente 48% em apenas alguns meses.

Mais do que mostrar a popularidade do HYROX no Japão, os números ajudam a explicar uma transformação maior dentro da indústria esportiva.

Eventos participativos estão deixando de ser apenas competições.

Estão se tornando plataformas comerciais capazes de conectar atletas, marcas, academias, turismo e consumo dentro do mesmo ecossistema.

Japão mostra velocidade da expansão

A trajetória japonesa é particularmente relevante.

O HYROX realizou sua primeira competição no país em Yokohama, em agosto de 2025.

Depois veio Osaka.

Agora, Chiba.

Em aproximadamente um ano, o mercado passou de estreante para receber um evento de quatro dias com cerca de 12 mil atletas projetados.

O crescimento acompanha a expansão internacional da propriedade.

Segundo a organização japonesa, o HYROX já está presente em aproximadamente 95 cidades ao redor do mundo.

A padronização ajuda a explicar essa capacidade de expansão.

Não importa se o atleta compete em Londres, São Paulo, Nova York ou Chiba.

O desafio segue essencialmente a mesma estrutura.

Oito blocos de um quilômetro de corrida.

Oito estações de exercícios funcionais.

Essa previsibilidade permite comparar resultados globalmente e cria uma identidade esportiva facilmente reconhecível.

O participante é o centro da economia

Existe uma diferença fundamental entre o HYROX e propriedades esportivas tradicionais.

No futebol, basquete ou futebol americano, o consumidor normalmente compra o direito de assistir.

No fitness racing, ele paga para participar.

Isso modifica completamente a relação econômica.

Uma pessoa inscrita no HYROX não consome apenas algumas horas de entretenimento.

Ela pode passar meses se preparando.

Academia.

Treinamento especializado.

Tênis.

Roupas.

Relógios esportivos.

Nutrição.

Suplementação.

Recuperação.

Equipamentos.

Depois existe a viagem.

Passagem.

Hospedagem.

Transporte.

Alimentação.

Cada atleta cria uma cadeia de consumo muito maior do que o valor de sua inscrição.

Quando um evento reúne 12 mil competidores, essa economia começa a ganhar escala.

AirAsia conecta fitness e turismo

O próprio nome do evento revela parte dessa transformação.

AirAsia HYROX Chiba.

A companhia aérea é parceira regional oficial do HYROX na Ásia Pacífico e utiliza a modalidade como plataforma para conectar esporte e viagem.

Segundo a empresa, a parceria abrange mais de 15 cidades na região e está associada a uma comunidade que deve superar 250 mil atletas em eventos do HYROX na Ásia Pacífico durante 2026.

É uma associação particularmente coerente com o comportamento do consumidor.

Atletas viajam para competir.

O HYROX cria o motivo da viagem.

A companhia aérea monetiza o deslocamento.

O destino recebe o visitante.

Hotéis recebem hóspedes.

Restaurantes recebem consumidores.

O evento esportivo se transforma em turismo.

Surge a ideia de race cation

A integração entre competição e viagem está sendo incorporada diretamente ao produto.

Na página oficial do evento de Chiba, o HYROX promove inclusive pacotes de hospedagem associados ao Hyatt.

A comunicação utiliza o conceito de race cation.

A lógica combina race e vacation.

O atleta não precisa viajar apenas para competir.

Pode transformar a participação em uma experiência turística.

Hospedagem, alimentação, recuperação e lazer passam a fazer parte da jornada.

Para cidades sede, isso é particularmente relevante.

Um evento esportivo participativo não atrai apenas atletas.

Atrai acompanhantes.

Famílias.

Treinadores.

Equipes.

Profissionais.

Espectadores.

Quanto maior o período de permanência, maior o impacto potencial sobre a economia local.

PUMA transforma competição em plataforma de produto

Outra grande empresa posicionada dentro do ecossistema é a PUMA.

A marca é parceira global de vestuário e calçados do HYROX.

No Japão, utilizou justamente a aproximação da etapa de Chiba para lançar a coleção PUMA x HYROX AW26.

A linha inclui calçados e vestuário desenvolvidos para o universo do fitness racing.

Essa integração mostra como uma propriedade esportiva pode ajudar a criar novas categorias comerciais.

O consumidor não compra apenas uma camiseta com o logotipo do evento.

Ele pode buscar produtos desenvolvidos especificamente para melhorar sua performance naquela competição.

O esporte cria necessidade.

A indústria responde com produto.

Myprotein disputa a preparação do atleta

A nutrição também ocupa posição estratégica.

Myprotein aparece como parceira global de nutrição do HYROX.

A lógica comercial novamente ultrapassa o dia da prova.

Um atleta pode consumir produtos relacionados à preparação durante semanas ou meses.

Proteínas.

Carboidratos.

Eletrólitos.

Produtos de recuperação.

Outros itens associados ao treinamento.

Isso transforma a jornada pré competição em inventário comercial.

Para uma empresa de nutrição esportiva, o valor não está apenas nos 12 mil atletas reunidos em Chiba.

Está nos milhares de dias de treinamento acumulados antes deles chegarem ao Japão.

Concept2 coloca equipamento dentro do esporte

A Concept2 ocupa outro ponto da cadeia.

A empresa é parceira global de equipamentos do HYROX e possui máquinas diretamente incorporadas ao formato competitivo.

Isso cria uma associação extremamente poderosa.

O equipamento utilizado na academia é o mesmo que aparece dentro da competição.

O atleta treina no produto.

Compete no produto.

Compara sua performance no produto.

Academias interessadas em preparar atletas passam a buscar equipamentos compatíveis com o padrão da modalidade.

É um modelo no qual evento e produto se retroalimentam.

Centr completa a infraestrutura competitiva

A Centr também participa desse ecossistema como fornecedora global de equipamentos de força.

Essa rede de parceiros mostra como o HYROX está construindo uma arquitetura comercial ao redor das diferentes necessidades do atleta.

PUMA veste.

Myprotein alimenta a preparação.

Concept2 fornece equipamentos fundamentais da competição.

Centr participa da infraestrutura de força.

AirAsia transporta.

Hotéis hospedam.

Cada empresa ocupa um momento diferente da mesma jornada.

É justamente essa integração que transforma o evento em uma plataforma de Sport Business.

Academias trabalham durante os outros 361 dias

Chiba aconteceu durante quatro dias.

Mas a economia do HYROX não.

Depois do evento, atletas voltam para suas cidades e academias.

Alguns começam imediatamente a preparação para outra prova.

É nesse período que os Training Clubs e academias especializadas se tornam fundamentais.

Elas funcionam como pontos físicos permanentes da modalidade.

Um grande evento pode acontecer poucas vezes por ano em determinada região.

O treinamento acontece semanalmente.

Isso permite ao HYROX manter relacionamento com o consumidor mesmo quando não existe uma arena montada.

Academias também funcionam como canais de aquisição.

Uma pessoa pode conhecer o esporte por meio de um treino, participar de uma simulação e posteriormente comprar sua primeira inscrição.

O atleta também produz mídia

Existe ainda outra característica valiosa.

Participantes documentam a experiência.

Publicam preparação.

Compartilham tempos.

Mostram equipamentos.

Registram viagens.

Filmam a arena.

Publicam fotos da linha de chegada.

A propriedade recebe milhares de pequenos canais de distribuição produzindo conteúdo simultaneamente.

Isso amplia o alcance dos patrocinadores.

Uma marca presente na competição pode aparecer antes, durante e depois do evento nas redes dos próprios participantes.

O consumidor se transforma também em mídia.

Escala transforma evento em propriedade

Doze mil participantes representam mais do que um grande número de inscrições.

Representam uma audiência economicamente ativa.

Cada competidor possui necessidades.

Cada necessidade pode representar uma categoria comercial.

Treinamento.

Equipamentos.

Nutrição.

Vestuário.

Tecnologia.

Viagem.

Hospedagem.

Recuperação.

Conteúdo.

Quando a base cresce 48% entre duas edições realizadas no mesmo país em poucos meses, essas oportunidades também aumentam.

É por isso que o crescimento do HYROX chama atenção de empresas que tradicionalmente poderiam não estar associadas ao fitness.

Ásia pode se tornar uma das grandes fronteiras

A parceria da AirAsia oferece uma pista sobre onde a organização enxerga potencial.

Mais de 15 cidades da Ásia Pacífico estão envolvidas na colaboração.

A expectativa divulgada pela companhia aérea é de mais de 250 mil atletas na comunidade regional de eventos em 2026.

Mercados asiáticos oferecem densidade populacional, grandes centros urbanos e uma cultura fitness crescente.

O formato indoor também ajuda.

Grandes centros de convenções permitem realizar competições independentemente de determinadas condições climáticas e acomodar milhares de pessoas durante vários dias.

Chiba funciona como demonstração dessa escala.

O modelo pode ser replicado globalmente

Essa talvez seja a principal força econômica do HYROX.

O produto é replicável.

Uma mesma estrutura competitiva pode ser levada para diferentes cidades.

Os parceiros globais acompanham a propriedade.

Parceiros regionais podem ser adicionados.

Academias locais ajudam a construir a comunidade.

Atletas viajam.

Patrocinadores ativam.

Depois, a operação segue para outro mercado.

Essa repetição permite construir uma propriedade internacional sem perder a identidade central.

HYROX começa a vender uma jornada

O AirAsia HYROX Chiba mostra por que analisar apenas o número de participantes seria insuficiente.

Os aproximadamente 12 mil atletas representam o resultado visível.

O negócio está em tudo aquilo que aconteceu para que eles chegassem ao Makuhari Messe.

Meses de treinamento.

Equipamentos.

Produtos.

Passagens.

Hotéis.

Alimentação.

Conteúdo.

Comunidade.

A competição funciona como o momento em que toda essa economia se encontra fisicamente.

É justamente por isso que eventos participativos começam a ocupar um espaço cada vez mais relevante no Sport Business.

Em propriedades tradicionais, empresas disputam acesso à audiência.

No HYROX, existe algo adicional.

A audiência também compete.

Viaja.

Treina.

Compra.

Compartilha.

E volta para fazer tudo novamente.

Chiba não reuniu apenas cerca de 12 mil atletas.

Reuniu 12 mil consumidores no centro de um ecossistema construído ao redor da performance.

E é essa combinação que começa a transformar o fitness racing de tendência esportiva em indústria global.

 

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